Uruguai quer liberar plantio de maconha

Uruguai quer liberar plantio de maconha – LUCAS FERRAZ

Projetos do governo e da oposição que preveem liberalização do cultivo para consumo pessoal tramitam no Congresso 

Proposta é pôr fim a contradição na lei em vigor, pela qual consumo é permitido, mas compra e venda da droga, não
LUCAS FERRAZ
ENVIADO ESPECIAL A MONTEVIDÉU

País mais liberal das Américas em relação às drogas, o Uruguai estuda liberar o plantio da maconha para consumo pessoal. O assunto é debatido no Congresso, onde tramitam projetos do governo e da oposição.

O objetivo é pôr fim a uma contradição no país de 3 milhões de habitantes: não é crime consumir, mas sim comprar e vender drogas (no Brasil, consumo, comercialização e cultivo são crimes).

A Constituição reconhece os direitos individuais em relação ao corpo e à própria vida, o que também vale para o consumo de maconha ou outras substâncias ilegais.

Nos parques, nas praças e na “rambla”, como é conhecido o calçadão de Montevidéu à beira do rio da Prata, é comum ver pessoas fumando a droga. O ponto central da discussão é: para praticar um ato legal, o cidadão precisa recorrer a meios ilícitos.

Debatido marginalmente desde o início dos anos 2000, o tema ganhou ainda mais força neste ano, após a prisão da ativista Alicia Castilla, 67, detida por cultivar 29 plantas em casa (leia texto ao lado).

“A questão é proporcionar ao usuário acesso legal à maconha, permitindo também sufocar o narcotráfico. Nossa legislação é cheia de falhas”, disse à Folha o deputado Sebastián Sabini, coautor do projeto da Frente Amplia, a coalizão de esquerda do governo de José Pepe Muijica.

O texto prevê legalizar o cultivo de até oito plantas por casa (que podem gerar até 2 kg da droga), limita em 25 gramas a quantidade de maconha que o cidadão pode portar e cria associações de cultivo controladas pelo Estado.

O segundo projeto não estipula limites para o cultivo, mas endurece as penas para o tráfico de drogas. Ambos estão na comissão de constitucionalidade do Congresso.

Segundo dados do governo, 40% dos processados por maconha foram flagrados com quantidade inferior a dez gramas. E cerca de 12% da população uruguaia consome ou já consumiu maconha.

No Judiciário, há casos como o de quatro jovens, detidos com 500 gramas da droga, que foram liberados após um juiz considerar a quantidade suficiente para consumo do grupo em uma viagem.

Até agora, poucas vozes são contrárias ao projeto. A mais conhecida é a organização Amor Exigente, que atua com familiares de dependentes. “O projeto facilita o consumo de drogas, e a conta virá depois”, diz Eduardo Modernel, coordenador da ONG.

Pai de um ex-viciado que da maconha partiu para drogas como a cocaína, Modernel afirma que há muitas dúvidas sobre os projetos e reclama que “só quem é favorável” debate o assunto.

Para o governo, a discussão é louvável e fruto do progressismo da sociedade uruguaia. “A lei vigente é pouco clara, é necessário mudar a política antidrogas”, disse à Folha Julio Calzada, secretário-geral da Junta Nacional de Drogas, do governo.

Ouça podcast com o repórter Lucas Ferraz
folha.com/no1012000

Idosa argentina é símbolo da luta pró-liberalização

DO ENVIADO A ATLANTIDA (URUGUAI)

A prisão em janeiro da escritora argentina Alicia Castilla, 67, por cultivar maconha em sua casa, na costa leste do Uruguai, mobilizou o país.

Alicia foi denunciada por ex-colaborador, que a acusou de plantar maconha para traficar. “Eram 29 plantas, estavam pequenas, conseguiria aproveitar menos da metade”, disse a escritora à Folha.

Ela passou 95 dias detida por produzir matéria-prima para fabricar substância ilícita -o processo está na Justiça. O presidente José Mujica disse estar “contrariado” com a prisão. O deputado Sebastián Sabini se juntou a um protesto e fumou maconha na porta da Suprema Corte.

Outros uruguaios já tinham sido detidos por plantio; a diferença para a opinião pública era que agora a vítima era uma senhora de cabelos brancos.

“Não quero ficar atrelada à questão da maconha. Eu me considero mais uma militante das liberdades individuais”, afirma Alicia.

Ela já publicou livros sobre a maconha na Argentina, no Uruguai e no Brasil, onde viveu por quase 30 anos. É cética sobre a aprovação da liberação do cultivo, mas diz esperar que seu caso seja usado como precedente.
(LF)

Domingão de Sol!

Siri desentocou!?   Enquanto as pedras não alcançam os ouvidos que estão nas mais longas distancias… convocamos os amantes do ritmo do coração para dar descanso aos seus radinhos, colocar seus sapatos com as melhores solas (chinelos, sandálias ou descalso mesmo) e dançar…!  na tarde deste domingo dia 20! Um grande dia para relembrar o grande guerreiro Zumbi dos Palmares! heroi nacional!

Vamos chegar?

desentoca SIRI!!!

SIRI-RASTA saiu da toca mais uma vez para trazer as pedras do mais puro reggae roots!!! Meio atrapalhado, de improviso, com alguns problemas técnicos, mas botando o som para rolar.

Agora o programa volta a acontecer com regularidade, toda quinta-feira das 15 às 17h na Rádio Tarrafa (www.radiotarrafa.libertar.org), a radio livre da bacia do Itacorubi.

O reggae não pode parar!! E a gente também não!!

Abraços regueiros!!

Quando brota uma boa idéia Reggae e aDUBe!

Só chegar!!!    (não esquece o capacete! )

FYA!

 

 

Atualizações SIRI-RASTA

Caros ouvintes e leitores,

O SIRI-RASTA, regueiro programa da Rádio Tarrafa, que ocorre todas as quintas-feiras das 15h até às 17h, está dando sequência às atividades planejadas, mesmo que tenha quase congelado na toca!!! Ainda assim arrastou mais uns reggaes e fez melhor este dia – 07/07/11 – dos irmãos regueiros.

Foi criado este grupo de e-mail.

Esse é mais um esforço para que os regueiros da Bacia do Itacorubi e demais localidades dessa Ilha venham a se somar no SIRI-RASTA.

Em breve, vamos lançar uma festinha em algum lugar, bem marcaremos uma reunião para avançar ainda mais com o programa, que tem sido bem ouvido, ainda não pelas multidões, mas por uma galera de primeira que vem acompanhando o trabalho.

Temos tido boa média de acessos no site, em torno de 15 por dia!

Resultado de um trabalho que apenas começou, mas que já vem frutificando!!!

Saudações e vibrações positivas,

Cid, João e Angel.

( ( Sistema de Som ) )

Na Jamaica, das sementes trazidas pelos escravos amontoados como palitos de fósforo, e os rústicos tambores e flautas feitas de cana pelos arauaques, a música evoluiu… evoluiu…evoluiu em ponto morto! E com freio de mão puxado…sim! È assim podemos descrever a física dos sound system!Os veículos que levaram os sons da ilha para além das suas fronteiras e rumo ao futuro. (tema do programa de hoje ) ..

Os primeiros sound system’s, surgiram na ilha durante os anos 40, mas só um pouco antes da independência (1962) é que eles ganharam impulso.

Como as pessoas não tinham como chegar à musica, os sound system’s levavam a música às pessoas.

No seu cardápio constava inicialmente o ryhtm and blues norte americano, e logo depois música a moda da casa…o Ska e o Rocksteady.

Um sound system padrão era constituido por uma caminhonete envenenada para sustentar o peso das caixas de sons e os amplificadores

Ter um sound system animando uma festa no seu bairro ou mesmo na sua rua era diversão garantida. De Kingston para os outros cantos… do litoral ao interior, não tinha um lugar onde um sound system pudesse deixar de ir.

Da unidade de cada sound system brotava criatividade… muita criatividade. Os reis das ruas (os donos dos sound system’s) riscavam os rótulos dos discos para que ninguém soubesse qual era aquela música…sim exclusividade, lei numero 1 de sobrevivência dos sistemas de som.

A rivalidade dos sound system’s crescia, aponto de passar da “esportiva”, a ponto de passar das 4 linhas das pick-ups. A guerra pela popularidade entre os sistemas de som rivais acabou criando uma figura, um profissional atípico, um mestre na arte de desmoralizar um sistema de som. Sua estratégia funcionava da seguinte maneira:

    • Se infiltrar no meio da galera e de lá disfarçado de povo, começava a vaiar o DJ e as músicas tocadas no sound system, e se possível até arrumar uma treta.

Toda essa competição junto a tanta adoração, fazia dos sistemas de som um espetáculo!

E os reis das ruas foram adquirindo nomes de guerra: King Edwards, Tom The Great Sebastian, Count John, Sir Coxsone Dodd, Prince Buster, Duke Reid… A maioria deles, faziam o que podia, e o que não podia para chamar atenção do público… esses showmans vestiam desde máscara de Zorro, e vampirescas capas pretas, até roupas de cowboy…pois valia tudo pra marcar presença.

Dessa elite Sir Coxsone Dodd, e Duke Reid eram os mais poderosos, eles eram possuidores dos mais pesados sound system’s da Jamaica e por conta disso os mais populares.

E quem eram esses dois responsáveis por fazer vibrar todo o fio de cabelo que estivesse por perto de uma festa sound system ?

Dodd, quando não estava nas ruas a frente de seu Sistema de Som estava tomando conta de uma “liquor store”, uma “liquor store” é o equivalente a um boteco brasileiro (pois o liquor e o rum são a cachaça dos jamaicanos) essa “liquor store” era de sua mãe.

Duke Reid coincidentemente também era dono junto com sua mulher de uma “liquor Store” em Bond Street, Downtown, Kinsgston – uma bebida quente numa quebrada quente

As semelhanças acabavam ai.

Sir Coxsone Dodd cujo nome da certidão era Clement Seymor Dodd, recebeu esse apelido por sua habilidade num esporte muito popular na jamaica trazido pelos ingleses o críquete. Ele tinha grande semelhança com um jogador do Yorkshire famoso nos anos 50. Dodd morou nos estados unidos um tempo para levantar um dinheiro, onde trabalhou como cortador de cana na parte sul do país. Lá mesmo Dodd gastou todo o dinheiro comprando um par de alto-falantes e uma boa pick-up, além de dezenas de discos, entusiasmado com a popularidade do Rhythm and Blues entre a população negra.

De volta a Jamaica Dodd desempacotou seu investimento e criou seu Sistema de Som. O “DOWNBEAT” dando-se o luxo de usar “later for gator” música de um saxofonista dos EUA chamado Willis “Gatortail” Jackson como tema de abertura de suas festas.

Dodd era um cara tranquilo para um senhor das ruas, exatamente o contrário de Duke Reid, figurão arrogante e agressivo. Diziam até que ele tinha conexões com a máfia de N.Y. e Miami e por isso recebia grandes remessas de discos antes mesmo que eles chegasse as lojas.

Reid era um exibicionista faixa preta! Ele fazia da sua chegada na festa um acontecimento…chegava levantado pelos pés, atravessando a multidão, dando a impressão de estar voando entre a massa, carregando numa mão uma pistola 45 e noutra discos…(com o rótulo riscado é claro!)

Ele queria ser o poderoso chefão dos Sound System’s.

Nesse tempo em que a febre dos Sistemas de Som se espalhavam pela Jamaica, e que Dodd e Reid reinavam absolutos a industria fonográfica dava seus primeiros passos na ilha… o 1º estúdio da Jamaica, chamado Federal Studios, foi fundado em 54 por um certo Ken Khouri…quatro anos mais tarde Edward Seaga (sim aquele que mais tarde seria o primeiro ministro da ilha) abriu o West Indies Records Limited e é daí que nasceu a música popular Jamicana… ai o Ska foi cada vez ganhando mais ouvidos me decadência do Rhytm and Blues… necessitando cada vez mais um material da terra, caseiro.

Quando cantores e grupos locais entraram pela primeira vez em um estúdio, eram outros aventureiros que estavam no comando dos consoles: os donos dos Sound System’s, Dodd e Duke Reid a frente.

Assim com novas experiencia rolando Dodd formou uma grande equipe para seus trampos no estúdio e tambem juntos ao “DOWNBEAT” seu sistema de som. Seus homens de confiança eram Prince Buster, uma mistura de olheiro das ruas, segurança, (aproveitando sua habilidade no boxe) e DJ, assim como King Stiff e King Sporty tambem fazia parte da equipe seu fiel selector Lee Perry.

Em 58 Dodd fundou seu primeiro selo o “Word Music” impulsionado pelo sucesso obtido com o disco “Shufling Jug” do grupo Clue J. And The Blues que tocava exclusivamente no DOWNBEAT!

Duke Reid não ficava pra trás no mesmo ano de 65 ele fazia sua estreia como produtor assinando trabalhos de jovens talentosos dentre eles um chamado Derrick Morgan.

A febre do Ska crescia na ilha, a maioria dos músicos eram simpatizantes ou militantes rastafari I, e isso refletia na música, nas suas composições, o que deixava alguns produtores brabos e muitos se recusavam a gravar músicas com o discurso rasta! Prince Buster Não! Depois de abandonar o DOWNBEAT de Dodd seguiu solo como DJ e produtor o que rendeu bons frutos, essa tolerância de Prince Buster o levou ao topo das paradas inglesas logo na sua primeira gravação junto com o percussionista rasta Count Ossie e o vocal dos Folk Brothers, a música era “oh Carolina”… “oh Carolina” foi ressucitada tempos depois pelo DJ Shaggy.

Lembra do bicampeonato mundial que o Brasil ganhou no Chile?? nesse ano Dodd abriu seu estúdio em Kingston chamado “Recording and Plubishing Studio”. E nesse mesmo 1962 um comerciante local descendente de chineses chamado Leslie Kong entrou para o mundo da música forçado por um pequeno garoto chamado James… James Chambers, que costumava perambular pelo seu restaurante insistindo que ele produzisse ou melhor financiasse uma música sua. James venceu pelo cansaço e Leslie Kong e a música gravada pelo garotinho foi “Miss Jamaica”, gravou e lançou no dia seguinte se tornando um hit imediato, e o garotinho James adotou o nome artístico de Jimmy Cliff.

Dodd também tinha um garotinho no seu pé de nome Robert, Robert Nesta Marley, que já tinha gravado uns compactos com Leslie Kong mas sem grande repercussão.

Após um teste aplicado por Dodd Robert seu vizinho Bunny e seu amigo Peter Mcintosh acabaram gravando varios compactos com Dodd o mais famosos deles era “Simmer Down” que em fevereiro de 1964 tornou-se a música mais tocada na ilha!

E nesse mesmo ano Duke Reid inaugurava eu estúdio chamado “Treasure Isle”, e o aquele pioneiro estúdio (o West Indies Records Limited) de Edward Seaga foi vendido e renomeado por Byron Lee da banda Dragonaries seu novo nome “Dynamic Sound”.

Somente depois do surgimento do Rock Steady é que Duke Reid conseguiu suplantar seu arqui-rival. Foi quando produziu alguns dos maiores sucessos do Rock Steady como “Girl I’ve got a date” com Alton Elis. Porém logo o Rock Steady foi sendo ultrapassado em menos de um ano, o Rock Steady esticou o tapete vermelho, ou melhor verde amarelo e vermelho para a chegada de uma nova experiência, e quando essa hora chegou surpreendentemente nem Duke Reid nem Sir Coxsone Dodd estavam na linha de frente…

No programa de hoje tivemos aqui no estúdio a  presença  do Sound System LDM  -Lion Dub Master  na presença de Andjo mandando as pedras! foi uma satisfação saber de como rola lá na Italia e na Europa. O LDM (Linea Di Massa) teve sua estréia em maio de  99 sempre levando  realidade, raiz e  cultura através das vibrações do DUB!

dia 12 pedras vão rolar! aguardem…

Tarrafa de volta; Siri só semana que vem

Após cerca de 10 dias fora do ar, a Radio Tarrafa voltou às suas atividades. Porém, devido ao feriado, o SIRI-RASTA desta semana não pôde sair da toca. Mas semana que vem estaremos de volta trazendo o melhor do reggae roots.

Apenas lembrando que o programa rola toda quinta-feira, das 15 às 17 horas, na Radio Tarrafa, através do site www.radiotarrafa.libertar.org

Bom feriado a todos e até semana que vem!!

Abraços regueiros!!

Breve interrupção

Estamos enfrentando alguns problemas técnicos na Radio Tarrafa. O nosso distribuidor (www.radiolivre.org) está fora do ar, o que impossibilitou a realização do SIRI-RASTA e dos demais programas da Radio nessa semana.

Esperamos que o problema seja resolvido o mais breve possível para que possamos desentocar o siri mais uma vez.

Abraços regueiros!!

E o siri não pode parar!!

Meio de improviso, na correria, mas presente. Siri cansado, meio estropiado, mas pronto para botar a reggaezera para rolar.

Recomendamos aos leitores e ouvintes do SIRI-RASTA que assistam o filme Cortina de Fumaça, do diretor Rodrigo Mac Niven. É um interessante documentário, que nos faz refletir sobre a questão das drogas, mostrando opiniões de especialistas de várias áreas sobre o tema. Imperdível!

É possível assistir o referido documentário no youtube, no seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=RAnFiyqcMb0

Esse é o SIRI-RASTA, trazendo as vibrações positivas do reggae, todas quintas, das 15 às 17h (ou um pouco mais que isso), na Radio Tarrafa (www.radiotarrafa.libertar.org)

Jah vibes!!

Não legalizar por quê?

Quem não está cansado do tráfico de drogas? A violência gerada pelo comércio de drogas ilícitas compromete, e muito, a qualidade de vida nas cidades. A disputa pelo controle das bocas-de-fumo e dos morros faz diversos mortos, em sua maioria jovens. Isso sem falar nos inocentes que são atingidos por balas perdidas e afins. Além disso, o dinheiro do tráfico ajuda a financiar diversos outros crimes, como assaltos, sequestros.

Faz alguns anos que o governo se dedica a combater às drogas, sempre de forma repressiva e, por vezes, violenta. Porém, o resultado disso é um grande número de mortos (policiais e traficantes) e também um aumento significativo no número de presidiários. Cada vez o governo gasta mais com essa “guerra” e os resultados são cada vez piores. Portanto, é nítido que essa política repressiva em relação aos entorpecentes ditos ilegais é ineficaz.

É preciso pensar essa questão de forma diferente. Acredito que a solução seria descriminalizar a maconha, deixando de considerar crime essa conduta de fumar maconha. Outra interessante solução seria legalizar a referida planta, retirando-a do rol de substâncias ilícitas do Ministério da Saúde. Dessa forma, essa erva seria tratada da mesma forma que o álcool e o tabaco (que inclusive são drogas mais nocivas à saúde que a cannabis, mas são legalizadas), sendo regulada e controlada pelo governo. Haveria a industrialização da erva, sendo cobrados impostos sobre tais produtos advindos da maconha, o que aumentaria a arrecadação estatal, se traduzindo em mais recursos para investir em saúde, educação, segurança, etc.

Assim, os usuários de maconha (que por sinal são, em sua imensa maioria, cidadãos não-violentos) não gastariam mais dinheiro comprando maconha com os traficantes pois teriam a erva disponível em farmácias ou estabelecimentos, e sem correr riscos.

Cerca 90% dos usuários de drogas usam só maconha. É um número significativo de pessoas que se estaria tirando da ilegalidade se liberasse de alguma forma, descriminalizando ou legalizando a ganja. Outro dado importante é que cerca de 50% da receita do tráfico vêm do comércio de maconha. Sem esse dinheiro, com certeza teríamos uma redução na violência e na criminalidade.

A maconha não era ilegal, ela foi ilegalizada. Somente em 1937 que ela começou a ser proibida, com início da proibição nos EUA. E ela somente foi ilegalizada por interesses de uma pequena minoria.

As indústrias do algodão e do petróleo não queriam a concorrência dos produtos advindos da maconha. Da fibra do cânhamo é possível fazer tecidos muito mais resistentes que os de algodão. E no início do século XX, Henry Ford criou um carro que era basicamente feito de aço e maconha. Os componentes do carro que normalmente eram feitos de petróleo, nesse carro eram feitos de maconha.

Outros interesses eram religiosos (em que a igreja pressionava os governantes para proibir a ganja) e racistas (muitos mexicanos que entravam nos EUA em busca de trabalho fumavam maconha, e ilegalizando a erva era uma forma de dificultar a vinda deles para solo estadunidense).

Antes de 1937 a ganja era amplamente utilizada em vários países, para as mais diversas finalidades. Já foram catalogadas mais de 2700 utilizações para a ganja. Roupas, cordas, papeis, remédios, detergentes, perfumes, cremes, e até iluminação pública, dentre diversas outras finalidades. Muitos são os motivos para utilizar essa planta multiuso. Ela foi a primeira planta a ser cultivada sem ser para a gente comer.

Pelos motivos expostos, e por muitos outros que não citamos aqui para o post não ficar muito grande, acreditamos que a maconha deveria ser legalizada, ou pelo menos descriminalizada. Seria bom para a sociedade em geral, considerando a redução na violência e na criminalidade, e também para os usuários, que poderiam plantar pequena quantidade em casa e fumariam algo mais limpo e barato, sem precisar correr o risco de pegar fumo no morro.

Maconha em marcha

No embalo da Marcha da Maconha, que vêm ocorrendo em várias capitais do país e que em Florianópolis vai acontecer nesse sábado, dia 28, com concentração no trapiche da avenida Beiramar Norte, Hoje falamos um pouco sobre essa planta muito-multi-utilizada, tratando mais sobre a questão que envolve a legalização.

Primeiro vamos dar um breve histórico sobre a maconha.

Existem registros de utilização de maconha em vários cantos do mundo desde muito tempo atrás. Ela foi a primeira planta a ser cultivada sem ser para a gente comer.

A planta já era usada como medicamento na China antiga, a data não é bem precisa, mas é algo em torno de 2700 anos antes de Cristo. Os hindus na Índia e no Nepal também a utilizavam como medicamento.

Da fibra do cânhamo, que a planta de onde se extrai a maconha, os nossos antepassados faziam cordas, tecidos, e mais tarde, papel. Desde que os chineses inventaram o papel, o cânhamo foi utilizado para a sua fabricação. Também Gutemberg, o inventor da imprensa, imprimiu seus livros em cânhamo. E até a constituição dos EUA, aprovada em 1787, foi escrita em papel de cânhamo.

As velas das caravelas das Grandes Navegações eram feitas da fibra do cânhamo, assim como as cordas dos navios, pelo fato de a fibra do cânhamo ser muito resistente, bem mais que a fibra do algodão.

Durante séculos, o cânhamo deve papel decisivo no poderio econômico de reinos como Portugal, Espanha, Inglaterra. Todos investiram em cultivar em suas colônias essa planta que fornecia uma fibra tão resistente.

E não era só esse uso como fibra e como papel. A iluminação pública, antes da iluminação a gás ou elétrica, chegou a ser feita de óleo de cânhamo, como alternativa ao óleo de baleia. Depois na pintura, uma boa parte das tinturas da pintura eram feitas de óleo de cânhamo. Até a tela das pinturas era feita de tecido de cânhamo. Então havia um uso tradicional, medicinal, industrial, entre outros.

Além da importância econômica e cultural que teve na Europa, a cannabis era conhecida por seus potenciais medicinais. A resina do cânhamo era indicada para diversos males, como analgésico, anti-convulsionante, expectorante e afrodisíaco. O uso mais tradicional na antiguidade era a cannabis, ou seus derivados, ingeridos. Tanto na forma líquida quanto na sólida. Eram usos tanto para fins de consolo da dor, como para apaziguar náuseas, e também para afecções gastro-intestinais, para dores de estômago, diarréias. Servia como relaxante geral. Era muito comum o uso tópico nos mamilos de mulheres que amamentavam, para rachadura nos mamilos.

De certa forma, foram esses usos medicinais da cannabis que fizeram a igreja se manifestar pela primeira vez sobre o assunto. Em 1484, o papa Inocêncio VIII declarou o uso da cannabis um sacrilégio, porque a erva era usada pelos curandeiros que Inquisição perseguia. Essa desaprovação da igreja contribuiu, e muito, para que a ganja começasse a ser proibida em alguns países, por causa da influencia que a igreja exercia na época. Ela ainda tem bastante influencia sobre a sociedade, mas não como era antes.

Quando se fala em legalizar a maconha, a maioria pensa que vai virar bagunça, que vai aumentar a criminalidade, que vai ter um monte de drogados pelas ruas. Porém, o que se viu em países que legalizaram é exatamente o contrário. Com a maconha legalizada, o governo terá um controle maior sobre a ganja, podendo até arrecadar impostos sobre a relva. Sim, se for legalizado vai ter produção industrial. Inclusive, falando em produção industrial, o cânhamo (que é a planta de onde se extrai a maconha) tem diversas aplicações industriais, como tecido e cordas muito resistentes, além de detergentes, sabonetes, perfumes, papéis, tintas, lubrificantes, materiais de construção, dentre outras aplicações. Mas isso é assunto para outra discussão. Hoje vamos focar mais na questão na legalização da maconha mesmo.

Com a legalização, os usuários vão poder plantar cânhamo em casa, o que é uma maravilha para quem fuma, pois o cara vai ter uma ganja mais limpa e barata, e também não vai mais correr o risco de subir um morro para pegar maconha, o que é algo sempre arriscado pois tu pode ter problemas tanto com os malucos lá em cima quanto com a polícia no trajeto de volta para casa. Além disso, os traficantes perderão parte de seu poder aquisitivo, pois a raça vai parar de comprar com eles.As drogas ilegais possibilitam o surgimento de organizações criminosas muito poderosas, pois o comércio dessas substâncias gera um lucro altíssimo para os traficantes, que compram mais armas com esse dinheiro e financiam assaltos e outros crimes. Portanto, diferente do que muitos pensam, a legalização da maconha ajudaria a reduzir a criminalidade. E disso a gente ta precisando, porque esse Brasilzão tá cada vez mais violento.

Por que não legalizar?

Diferente de outras drogas, a maconha deixa o cara relaxado, tranquilo, de boa. A desculpa de que deixa o cara louco, transtornado, é furada. O cara fica sim alterado, mas numa viajem tranquila, meio dispersivo, no canto dele. Não é porque alguém fuma um baseado que vai sair por aí fazendo besteira, cometendo crimes. Pode ser que alguém que fume, cometa um crime na sequencia. Mas não será por causa da maconha, e sim porque o cara é uma pessoa ruim. Ou como dizia o Bezerra da Silva, o cara tem parte no espírito mau.

Países como Holanda, Itália, Espanha, Canadá e Colômbia não criminalizam o porte para uso pessoal. Na Argentina chegaram a descriminalizar, mas voltaram atrás depois. Aqui no Brasil, deveriam descriminalizar, que é permitir o porte para uso pessoal, ou até legalizar, que é permitir o porte, o plantio, o consumo e o comércio da planta. Legalizar significaria trazer a maconha para o domínio das leis, das regras.

E se fosse legalizada, aconteceriam no mínimo 3 coisas boas já de cara:

a 1ª é que o governo deixaria de gastar um rio de dinheiro como gasta atualmente, tentando acabar com a maconha, e prendendo e processando usuários não violentos; a 2ª é que, sendo legalizada, teria industrialização da erva e o governo poderia cobrar impostos, como qualquer outro produto vendido no mercado. Isso traria um aumento significativo na arrecadação do governo, o que se traduz em mais dinheiro para gastar com saúde, educação, segurança pública e outros assuntos importantes; e a 3ª é que a maconha estaria menos disponível para as crianças, pois seria controlada pelo governo, assim como é com as bebidas. Quando alguém mais novo vai comprar bebida, costuma-se pedir a identidade dele, para ver se tem mesmo 18 anos. Ou pelo menos era para ser feito. O traficante não pede nunca a identidade. Portanto, teoricamente, as crianças não começariam a fumar tão cedo, e com mais experiência, quem sabe nem quisesse fumar mesmo.

A proibição nunca funciona tão bem quanto a regulação e o controle, pois quando você proíbe, você abre mão de qualquer controle.

Já ouvi muita gente falando que maconha é coisa do diabo, que o cara fuma e fica louco, pirado da cabeça. Muitas dessas pessoas são influenciadas por alguma igreja. Mas para a igreja a bebida também é coisa do capeta. Acredito que para eles qualquer coisa que altere os sentidos é coisa do capeta. Mas garanto que grande parte dessas pessoas não sabe o que é maconha, nunca viu e não tem noção direito do efeito que dá. Eles acham que o cara vai fumar um baseado é sair por aí fazendo merda, roubando, matando gente, cometendo crimes. Mais ou menos na linha do que o governo norte-americano fazia quando proibiu a ganja e começou a fazer propaganda contra na TV. Recomendo que assistam o filme Grass (G R A S S). O que não dá é para tratar o usuário de maconha como marginal. Colocar maconheiro e ladrão no mesmo balaio. Maconheiro não é criminoso. Que mal faço eu, que fumo meu baseadinho no meu canto. Se querem entrar naquela idéia do filme Tropa de Elite, dizendo que é ruim porque dá dinheiro para os traficantes comprarem armas, então libera pra gente poder plantar em casa. Seria melhor para os usuários, que consumiriam um fumo mais limpo e barato, e a gente não correria o risco de ser preso quando tiver pegando fumo, e não daria mais dinheiro para os traficantes.

Só quero deixar claro aqui que a nossa intenção não é incentivar o consumo de maconha. Temos sim o interesse de incentivar a discussão sobre a lei que criminaliza o plantio, o porte e o consumo de ganja. Uma lei que foi criada por ignorância, por desconhecimento quase total do assunto. Na década de 30, sob forte pressão da igreja, que na época influenciava bastante o poder público, o governo de Getúlio Vargas passou a criminalizar a maconha.

Fiquei sabendo nessa semana de um detalhe da lei 11.343/2006, que trata sobre drogas: o artigo 28 dessa lei diz que:

“Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

I – advertência sobre os efeitos das drogas;

II – prestação de serviços à comunidade;

III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.”

Mas o mais interessante é o parágrafo 1º desse artigo, que diz:

“Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.” Traduzindo: que tiver maconha para consumo pessoal e for pego está sujeito à advertência, serviço comunitário e participação em cursos educativos. Não está sujeito à prisão. E quem for pego com pés de cânhamo para consumo pessoal, que seria até uns 2 ou 3 pezinhos, pode sofrer as mesmas 3 penas que quem for pego com ganja. Isso é sensacional, porque o risco que eu corro por ter ganja em casa é o mesmo que corro por ter um ou dois pezinhos. Plantando em casa dá para fumar uma erva mais limpa, sem aquele monte de porcaria que os caras botam para dar volume e peso nos tocos que gente pega aqui. Além disso, com certeza o custo de terra, vaso, eletricidade, água, dá muito menos que o absurdo que tão cobrando na ganja aqui. Portanto, plantando em casa o cara tem uma erva mais barata e limpa, e corre o mesmo risco de pegar no morro. É bom, com certeza. Melhor do que era antes. Mas ainda assim a gente quer mais. O negócio é legalizar a maconha para a gente poder plantar em casa sem correr risco nenhum. Não tem porque correr risco de ser punido por uma atividade que faz mal só para mim, para a minha saúde. Cada um deveria ter direito de escolher o que consumir. Para quem quiser plantar e precisar de ajudar no cultivo, é interessante acessar o site www.growroom.net, que explica todos os passos que se deve tomar no plantio e dá dicas para obter um melhor aproveitamento dos pezinhos. Mas além do plantio, esse site também organiza usuários que querem a liberação da erva. É interessante dar uma olhada lá. www.growroom.net

E nessa pilha da legalização, como já foi dito, tá rolando a Marcha da Maconha por várias capitais brasileiras. Aqui na ilha, vai rolar nesse sábado agora, às 16h no trapiche da beiramar. Em algumas capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, a marcha da maconha foi proibida pelo poder judiciário sob a alegação que era apologia às drogas. Seria apologia se as pessoas estivessem falando: – Fumem maconha!! Mas na marcha nós queremos apenas protestar contra essa lei que torna crime a posse, o plantio e o consumo de maconha. Por que a gente não pode discutir as leis, se os políticos não o fazem com seriedade? No artigo 5º da Constituição Federal, que é a mais importante norma do ordenamento jurídico brasileiro, tem três incisos que devem ser lembrados quando tratamos do assunto. O inciso 4 diz que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. O inciso 9 diz que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Já o inciso 16 diz que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. Portanto a Marcha da Maconha é legítima e não deveria ser reprimida pelo poder judiciário, pois eu posso expressar o meu pensamento e posso me reunir em locais públicos para protestar. São garantias constitucionais.

Mas felizmente esse problema não ocorreu aqui em Florianópolis e esperamos que não ocorra, para que possamos fazer nosso protesto de forma pacífica e tranquila, reivindicando uma discussão para uma mudança na lei, que afeta, como a gente ouviu no jingle da marcha do ano passado, 4 milhões de usuários diários, fora outros tantos que a usam esporadicamente. É muita gente que consome maconha. Tá na hora desse povo todo começar a se mexer, se organizar, em busca de um objetivo comum, que é legalizar. Eu to cansado de ter que fumar escondido. Não sou bandido para ficar me escondendo. Não faço mal para ninguém além de mim mesmo. Não tem porque considerar crime uma conduta pacífica como o consumo de maconha.

Então venha participar da Marcha!! Lembrando que vai acontecer nesse sábado às 16 horas, com saída do trapiche da avenida Beiramar norte.

É uma discussão importante que tem que ser feita na nossa sociedade, é uma discussão que tem que ser feita com seriedade pois afeta todos nós.

Amanhã, sexta-feira, vai rolar aqui na UFSC, no auditório do Centro Sócio Econômico – o CSE, a partir das 9:30, um seminário sobre “perspectivas para mudanças na política de drogas”. Vão rolar palestras, debate, filme, mesa redonda. Enfim, uma programação interessante e informativa para grande parte de nós, maconheiros, que apenas fumam, mas não conhecem direito sobre diferentes aspectos da ganja. As inscrições podem ser feitas pelo site institutodacannabis.org e são gratuitas. Participar de um seminário como esse, assim como participar da marcha da maconha, são ações que ajudam a fortalecer o movimento da legalização. Isso ajuda a mostrar para políticos e governantes, ou melhor, para a sociedade em geral que nós não somos poucos, que não somos vagabundos por querer fumar nossa erva no nosso canto, sossegado. Temos que mostrar a nossa insatisfação com a atual legislação que criminaliza uma conduta pacífica, de fumar um baseadinho. Um hábito milenar, praticado por diversas culturas mundo afora. É inadmissível que por interesses financeiros de uma meia dúzia, e também por preconceito de alguns outros, esse hábito seja proibido.

Como a maconha foi proibida no Brasil em 1940, são umas 3 ou 4 gerações que cresceram aprendendo a não gostar da ganja, cresceram ouvindo que o cara que fuma um fica louco e sai por aí fazendo merda. Se for ver direito, grande parte das pessoas que não gostam de maconha nem sabem porque não gostam dela. Algumas não gostam apenas porque é proibido, porque é contra a lei, mas nunca parou para pensar realmente o porquê da proibição. Não tem noção de que, se fosse legalizado, diminuiria o consumo. É curioso dizer isso, mas é verdade. Se legalizasse a maconha, diminuiria o consumo da erva. Deixa eu explicar. Muita gente começa a fumar quando é adolescente, que é uma época que o cara gosta de fazer coisas diferentes, quer provar para os amigos que pode, que faz e acontece. Então ele começa a fumar justamente porque é proibido, para mostrar que faz algo diferente. Dizem que tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda. É engraçadinho, mas se encaixa bem aqui.

Salve Lloyd Knnibs

…Steve Barrow chamou o ska de “declaração de independência musical jamaicana” , um estilo que nasceu ligado ao período de grande entusiasmo e afirmação dos valores culturais locais. Ao mesmo tempo que os discos de rhythm & blues ficavam cada vez mais difíceis de se achar, a Jamaica fervilhava de talentos musicais. O novo ritmo começou a surgir espontaneamente e apesar de muitos disputarem o título de “pai” do ska, como Prince Buster, Clue J, Coxsonne Dodd … ele foi na verdade uma criação coletiva, como costuma acontecer nesses caso…

O nome ska também é cercado de controvérsia. Alguns dizem que seria uma onomatopéia que imita a forma peculiar de tocar guitarra herdada pelo reggae (também chamada de tchaka-tchaka), enquanto outros juram que sua origem estaria na gíria das ruas, e seria uma abreviatura da interjeição de aprovação “skavoovie”. De qualquer modo, a levada vibrante do ska conquistou primeiro os guetos onde nasceu e logo seria aceita pelas platéias em toda a ilha. Inspirado nas big bands Americanas, o ska se impôs como um estilo tocado por grandes conjuntos, com destaque para o naipe de sopros.

Os Skatalites eram a banda principal, a banda de estúdio mais rodada de Kingston!  cujo nome era uma homenagem aos satélites de comunicação que estavam começando a interligar o planeta. Eles tocaram com os maiores talentos que emergiam na cena jamaicana, como Bob Marley, Peter Tosh, Lee Perry, Jimmy Cliff, Toots Hiberts and The Maytals e muitos outros. Composta por muitos instrumentistas entre eles os saxofonistas Tommy McCook e Roland Alphonso, o cantor Alton Ellis, Lloyd Brevette (contrabaixo), Jackie Mitoo (órgão), Ernest Ranglin (guitarra solo), Johnny “Dizzy” Moore (trompete), Jah Jerry, (guitarra base) e o cantor Ken Boothe (com o pandeiro), o trombonista Don Drummond e Lloyd Knibbs (bateria).

Nos últimos anos essas terras puderam ouvir diversas vezes Skatalites! Fica nossa homenagem à Lloyd Knnibs baterista do SKATALITES que depois do último show em turnê pela América do Sul no Peru, foi para St Andrewn Jamaica onde faleceu aos 80 anos.

Salve Lloyd Knnibs!

sente a pedra!

28 de maio de 2011

Legalize marijuana nos faz lembrar de toda a mística por tras da erva multiuso…  aproveitamos pra lembrar da marcha da maconha  que ocorrerá em Florianópolis no dia 28 de maio .

Na foto abaixo Peter Tosh,  um dos maiores expoentes em prol da legalização da maconha.

A famosa guitarra de Peter Tosh, moldada na forma de um rifle M16 tornou-se objeto de disputa após sua morte. O instrumento que simbolizou as letras revolucionárias da lenda do reggae é motivo de polêmica há vários anos quando inclusive o mesmo foi leiloado.
No entanto, essa briga parece que irá render bons frutos. Pois a pessoa que arrematou o instrumento se pronunciou dizendo que caso fosse construído um museu, disponibilizaria o mesmo para a apreciação da familia e do público. Andrew Tosh, filho mais velho do ídolo que foi assassinado em 1987 se pronunciou dizendo que a construção do museu será em breve e o mesmo deverá ser inaugurado em 2012.

Radio tarrafa 104,7 fm LIVRE pra toda Bacia do Itacorubi e todos os muitos cantos do planeta pelo radiotarrafa.libertar.org                                                                              (         Programa SIRI-RASTA toda quinta a partir da 15:00         )

acenda sua mente!!

As patas precisam se transforman em pás de remo pra ir contra a forteconrenteza do dia-a-dia , as pedras  desta  quinta-feira vieram como vibrações positivas. Na eterna aprendizagem seguimos mandando todo o bom reggae vindo do ritmo do Coraçao .

reggae music

jah vibbes

5º SIRI-RASTA de 2011.

(na foto “Roots jamaica”  bob marley mack jackson e amigos)

De improviso

O SIRI-RASTA marcou presença no seu horário semanal, ainda que de improviso e sem roteiro!

As pedras rolam mesmo assim e seguimos firme com as premissas regueiras.

SIRI-RASTA número 3 – 2011

As pedras rolam o ano todo na Tarrafa, não importa se é verão ou inverno, se é quinta feira, às 15 horas, o siri ta desintocado!

Semana passada anunciamos e comparecemos ao show do Steel Pulse. De primeira qualidade, ao vivo como se fosse o CD, as pedras rolaram no norte da Ilha e muitos siris regueiros desintocaram para prestigiar.

Nesse nosso 3º programa de 2011, nada de especial, apenas uma seleta do melhor do Reggae!

Semana que vem prometemos um programa especial com Groundation e Rebelution, as bandas que vão animar os regueiros na próxima semana.

Há Braços Regueiros!

Steel Pulse inna house

É hoje galera, tem peixe grande na rede!!!

Os ingleses do Steel Pulse estão na Ilha de Santa Catarina!!!

As pedradas rolam na Life Club com várias bandas locais, nacionais e a grande atração da noite.

Confira o cartaz:

Vibrações Regueiras e até a noite!!!

2mil e 11graus

eek a mouse ziggy marley stell pulse … 2011 a  musica  reggae segue em seu ritmo seja de trem latão ou de bike!

enquanto recebemos  grandes visitas da ilha na ilha a selectah fica por nossa conta em novo horário, todo quinto dia da semana às 15:00!

Hoje não foi o streaming que acuou o siri que segue firme rolando pedras  onde quer que chegue!

quinta tem mais !

FYAH!

 

SIRI-RASTA comunica!

YES!

Sai da toca que é verão e reggae!

Janeiro, dia 8, Floripa, SC-401, após o trevo de Jurerê.
Estão confirmadas algumas atrações internacionais, tais como:
Big Mountain, The Wailers, Kymani Marley, Pato Banton, Papa Winnie, Carlton Coffee.

No programa de hoje a selectah ficou por conta do trio-siri, não da pra ficar entocado nesse calor.
pedras rolam soltas inDUBtavelmente pelo espectro e pela internet tb!
O Brasil não quer a voz da hipocrisia !

graças a mãe terra e pai celestial por esse dia!!
quinta as 19 tem mais!
aguardem…

FORA OSX !!!

Gritavam os siris até essa semana, preocupados com o futuro das praias, baías, golfinhos e pessoas que habitam os arredores da Ilha da Santa Catarina…

Uma batalha, bem complicada por sinal, foi vencida, longe estamos de terminar com essa guerra!

Nós regueiros somos pacíficos, porém não aceitamos essa exploração do nosso ambiente, somos contra a OSX bem como a todo empreendimento impactante em prol do capital! Estamos em luta e se for preciso seremos radicais!

Eles recuaram, disseram que não querem mais o estaleiro aqui em SC, ficaremos ligados, na espreita na toca de pedra, observando prontos para agir, estudando e trabalhando pela transformação dessa sociedade…

Estamos de volta no ar, toda quinta às 19 horas… Só pedradaaaaaaaaaaaaaa

Lamentamos a morte de Gregory Isaacs, grande regueiro que fica na lembrança e será periodicamente lembrado aqui, no SIRI-RASTA, o programa de Reggae da Rádio Tarrafa!

De volta!

Mais ou menos né! A gente desentoca e parece que nada mudou!!! Muito reggae na cabeça e bora tocar pra frente esse programa!!!

O primeiro programa de nova temporada funciona a base de You tube, o SIRI ta ligado nas paradas!!

Grande abraço

Acabando a invernada

Primavera significa retomada das atividades.

O SIRI vai desentocar na semana que vem, vai voltar pra lida do dia a dia e balançar os dreads da moçada da ilha.

Esse período intocado, deixou o SIRI embuchado de coisas para falar, em tom de Reggae e aos poucos, o programa vai extravasando a agonia de vários meses de pouco movimento.

As pedras vão rolar agora as quintas-feiras, logo atualizaremos outras partes do site, diretamente da toca da maré baixa!

Mais uma vez, Há Braços.

Maré alta

Como todo siri se fode na maré alta, com esse rasta aqui não poderia ser diferente, alias, só poderia ser pior…

Nossa rádio passa por um momento difícil, longe de ser o primeiro, essa tempestade que se abate sobre todos logo deve ser superada.

Quase que voltamos as trevas, quando nada tínhamos, pois faz algum tempo que não rompemos as ondas do ar, e as da net, estão compartilhadas com a boa vontade…

Porém existe um grupo grande de pescadores, peixes, animais marinhos e PROGRAMADORES, existe?

É fato que nessa última maré alta o siri teve que se conter intocado, as intemperes não são poucas e tem agarrado o siri na toca. Mas nesse mar agitado, alguns dias sem se manifestar e já nos sentimos por fora, sem nem saber como ajudar…

A situação do estúdio novo também não colabora, de fato não é a minha praia: a novela alta, a disputa pelo cabo da net, os olhares desconfiados… Tudo remete ao inverso da proposta comunicativa do coletivo.

Semana passada o siri se embriagou, mesmo sem sentir o espírito nacional, e faltou ao compromisso semanal, como tem faltado as reuniões, ficando então o pedido de desculpas direto do Manguezal.

Desculpas também aos ouvintes da musica Reggae, de toda terça feira. Até que se estabeleça uma boa relação (reunião) com a população urbana (cabo próprio de net) o SIRI-RASTA estará fora do ar!

Grandes abraços (cuidado com a garra)

7 programas!!!

Estamos ai, nem frio nem tarifa abusiva nem mudança de estúdio farão o Siri se entocar!!

Estamos no CALA mas ninguém se cala, nosso muito obrigado ao companheiros vizinhos do estúdio novo!

Nessa 7ª edição tocamos sons ligados à África, aproveitando o gancho da estudantada que veio aqui na rádio a tarde, antes da gente, e fez da sua aula sobre ÁFRICA ser muito mais do que uma aula tradicional, a fez para todos que puderam ouvir pelas ondas da Tarrafa.

Na semana que vem, estaremos completando 2 meses de Siri-Rasta, trazendo as pedras do reggae nas noites de terça, e nesse programa traremos sons de louvor.

até terça!

Um mês!

Já completamos um mês de programa, consolidando o Reggae na Tarrafa! O programa de hoje não tem temática, só pedras rolando!!!

11 de maio de 1981

O dia que morre Bob Marley nasce uma lenda!

O SIRI-RASTA faz homenagem ao grande impulsionador da musica Reggae tocando suas pedradas em versões ao vivo, acústicas, clássicas e por outros artistas.

A 4 Edição então, é só Bob na cabeça!

Envolvimento do Reggae!

Uns diriam que foi um “desenvolvimento”, preferimos o termo “envolvimento” pois “des”envolver não pode ser avanço!

Falaremos na 4 edição do SIRI-RASTA sobre a trajetória e evolução do Reggae, que tem uma estória bem peculiar!

Traremos um repertório vasto de musicas jamaicanas das décadas de 60, 70, 80, 90 e as novas vertentes ligadas ao Reggae.

Transitaremos por Skas, Rock Steads, Reggaes raiz e muitos outros. Tbm tocaremos Ragga e as vertentes eletronicas e atuais.

Sempre as terças, 18 horas, na Tarrafa!

3 Edição!

Está no ar a 3 edição do SIRI-RASTA, o programa de Reggae da Tarrafa!

O programa hoje não tem programação definida, tocaremos pedradas aleatoriamente!

Foi da hora o programa e semana que vem estamos de volta, boas vibrações!!!

Luta e Comunicação!

A cada programa estabelecemos aqui uma relação de comunicação, na verdade de interlocução entre o tema proposto e o universo do Siri-Rasta!

Hj em nosso programa, temos a presença de membros do MST para falarem, com o microfone aberto e sem rabo preso com ninguém, como vem ocorrendo em SC o Abril Vermelho, mês considerado pelos Movimentos Sociais de todo o mundo como o mês de intensificação das lutas, sempre relembrando com efeito o Massacre de El’ Dorado dos Carajás em abril de 1996.

Para tal estamos aqui tocando musicas de luta, quase redundância quando se fala de Reggae.

O programa esta sendo ouvido por varias pessoas que tem se manifestado pelo MSN e pelo email, bom demais essa interação!

Foi maravilhoso mesmo ter realizado esse programa com os companheiros do MST, isso serve para fortalecer a luta da Rádio Tarrafa e para termos noção cada vez mais clara de que a luta é uma só…

MST, ESSA LUTA É PRA VALER!
PÁTRIA LIVRE, VENCEREMOS!
RÁDIO LIVRE, VENCEREMOS!!!